Em resumo
A oxigenoterapia hiperbárica — respirar oxigênio puro dentro de uma câmara pressurizada — tem lugar firme em poucas situações e evidência dividida em muitas outras. Por isso, a primeira pergunta que eu faço não é “quantas sessões”. É se o seu caso está numa indicação em que a ciência mostrou benefício.
Nas emergências de mergulho e de embolia gasosa, a câmara é o tratamento. Em algumas lesões tardias da radioterapia e na perda auditiva súbita recente, há estudos a favor. No pé diabético, os ensaios se contradizem, e a câmara só faz sentido depois que a circulação da perna foi avaliada e, quando possível, corrigida. Na ferida, ela é sempre tratamento complementar: não substitui curativo, antibiótico, cirurgia nem revascularização.
A pergunta que organiza a decisão: o seu caso tem evidência?
Dentro da câmara, a pressão sobe acima da atmosférica e o paciente respira oxigênio a 100%. O sangue passa a levar muito mais oxigênio dissolvido aos tecidos. Oxigênio aplicado só na perna, por bolsa ou tenda, com a pessoa fora da câmara, não é oxigenoterapia hiperbárica — a resolução do CFM faz essa distinção por escrito.
Três listas orientam a indicação, e elas não coincidem:
- Resolução CFM 1.457/1995, em vigor, define a técnica e reconhece 16 aplicações. É uma lista ampla e anterior à maior parte dos ensaios clínicos.
- Conferência de Consenso Europeia (ECHM, 2016) classificou cada indicação pela força da evidência e, pela primeira vez, listou situações em que a câmara não deve ser usada.
- Rol da ANS (DUT 58) define quando o plano de saúde é obrigado a cobrir, com critérios mais estreitos.
Um detalhe dessa segunda lista que raramente se conta: as tabelas de evidência do consenso europeu foram retratadas pelos próprios autores em 2017. Na correção, eles registram que a tabela saiu impressa errada e que, de fato, nenhuma indicação se apoia em evidência de grau A — tudo que aparecia como A é B, e o que era B é C. A força das recomendações não mudou. A evidência atrás delas é um degrau abaixo do que o documento original mostrava. Quando alguém disser que a câmara tem respaldo da sociedade europeia, vale saber de que tamanho é esse respaldo.
Estar numa lista não garante benefício no seu caso. Na consulta, eu localizo o seu problema nessas listas e no que os estudos mostraram para o desfecho que importa a você: cicatrizar, não amputar, recuperar a audição.
| Indicação | Quando faz sentido considerar | Evidência |
|---|---|---|
| Úlcera de pé diabético isquêmica e/ou infectada (Wagner ≥ 3) | infecção profunda, abscesso, osteomielite ou isquemia, depois de otimizar o cuidado padrão e avaliar a circulação | Moderada |
| Lesões tardias por radiação | tecido irradiado, hipóxico e fibrótico, que não cicatriza; preparo cirúrgico em área irradiada | Moderada |
| Osteomielite crônica refratária | infecção óssea que persiste apesar de desbridamento e antibiótico adequados | Baixa a moderada |
| Infecções necrosantes de partes moles | quadro grave, como adjuvante à cirurgia e ao antibiótico nas primeiras 24 a 48 horas | Baixa a moderada |
| Retalhos e enxertos em sofrimento | sinais precoces de isquemia, para evitar perda parcial | Baixa |
| Feridas isquêmicas refratárias após revascularização | hipóxia documentada mesmo depois da intervenção vascular | Baixa |
| Úlceras venosas crônicas | casos muito selecionados, refratários apesar de compressão bem feita | Baixa e inconsistente |
| Lesão por pressão | refratária e profunda, sempre como adjuvante | Muito baixa |
A diferença entre a primeira linha dessa tabela e a última é grande, e é ela que decide se a câmara entra na conversa.
O alvo não é a doença. É o tecido.
Depois de dez anos operando câmara, a pergunta que eu faço mudou. Não é mais qual é a doença. É em que estado está o tecido.
A oxigenoterapia hiperbárica age sobre três estados, e basicamente só sobre eles: tecido isquêmico, tecido infectado e tecido inflamado. É isso que explica por que a mesma terapia aparece em lugares tão diferentes — pé diabético, lesão por radiação, infecção necrosante, retalho em sofrimento. Não é a doença que se parece entre esses casos. É o tecido.
Dentro da câmara, a pressão aumenta a quantidade de oxigênio dissolvido no plasma, e esse oxigênio chega onde a hemoglobina não chega: área de microcirculação comprometida, edema, capilar obstruído. A diferença de magnitude é maior do que parece. A oferta de oxigênio na mitocôndria pode sair de 5 a 8 mmHg e chegar a 200 a 400 mmHg. É uma condição que não existe na natureza — nenhum sistema biológico foi submetido a isso ao longo da evolução das espécies.

Penumbra: o tecido que ainda não morreu
Entre o tecido vivo e o tecido perdido existe uma faixa. Em neurologia ela tem nome, penumbra, e eu uso a mesma palavra aqui porque descreve bem o que se vê na ferida: tecido que parece inviável, mas que ainda tem circulação marginal e ainda responde a estímulo.
É nessa faixa que a câmara tem papel. Não no tecido necrótico, que não volta, e não no tecido saudável, que não precisa. Na penumbra. E a dificuldade clínica real é justamente distinguir uma coisa da outra antes de decidir.
Onde a câmara é o tratamento: as emergências
Na doença descompressiva do mergulhador e na embolia gasosa, bolhas de gás se formam nos tecidos ou circulam no sangue. O tratamento definitivo é a recompressão respirando oxigênio puro. Não há ensaio randomizado — ninguém deixaria um mergulhador sem câmara para comparar —, e a recomendação se apoia na física e no consenso internacional.
Na intoxicação por monóxido de carbono, a câmara é indicação clássica. O consenso europeu a recomenda para quem chega com alteração de consciência ou sinais neurológicos, cardíacos ou respiratórios. A evidência, porém, é mais dividida do que parece. Um ensaio americano mostrou menos sequela cognitiva em seis semanas com três sessões nas primeiras 24 horas (25% contra 46%). A revisão Cochrane, somando seis ensaios e 1.361 pacientes, concluiu que eles ainda não fecham a questão — e a crítica dela é dirigida a esse ensaio em particular: ele foi interrompido antes do fim, na terceira de quatro análises programadas, o que costuma inflar o efeito observado. O próprio artigo registra a interrupção.
Essas decisões são de pronto-socorro. Suspeita de intoxicação por monóxido de carbono é emergência: procure atendimento ou ligue 192.
Lesão tardia da radioterapia: depende de qual
Meses ou anos depois da radioterapia, alguns tecidos ficam com pouca circulação e não cicatrizam: bexiga que sangra, reto inflamado, osso da mandíbula exposto. A revisão Cochrane de 2023 encontrou evidência de certeza baixa a moderada de benefício em cabeça e pescoço, bexiga e reto — e pediu cautela, porque os estudos são pequenos.
Olhando ensaio por ensaio, o quadro é desigual:
- Bexiga (cistite actínica): o ensaio nórdico RICH-ART mostrou melhora dos sintomas urinários com a câmara, comparada ao tratamento usual. Com uma ressalva que pesa: esse ensaio não teve cegamento nem sessão simulada, e o desfecho era o sintoma relatado pelo próprio paciente.
- Intestino, depois de radioterapia da pelve: o ensaio britânico HOT2, com sessão simulada no grupo controle, não encontrou diferença nos sintomas.
- Prevenção da necrose da mandíbula antes de extrair dente em osso irradiado: o ensaio HOPON não mostrou benefício (6,4% com câmara, 5,7% sem). O consenso europeu de 2016 classificava essa prevenção entre as recomendações mais fortes.
Uma recomendação antiga pode cair diante de um ensaio bem feito.
Vale a mesma honestidade com o HOPON: dos 144 sorteados, 100 entraram na análise principal, e a necrose de mandíbula foi muito mais rara do que as séries antigas previam. Elas falavam em 14% a 30%, e no grupo sem câmara apareceu em 5,7%. Os autores leem isso como motivo para não indicar a câmara de rotina. É uma leitura justa, e não é a mesma coisa que provar que a câmara não funciona. Repare, ainda, que nesta seção o ensaio de desenho mais rigoroso foi o que deu negativo.
Perda auditiva súbita: tem prazo
Na surdez súbita sem causa definida, a diretriz americana de otorrinolaringologia (2019) permite oferecer a câmara junto com corticoide nas duas primeiras semanas, ou como resgate até um mês. A revisão Cochrane viu melhora da audição na fase aguda, de importância clínica ainda incerta, e nenhum benefício no quadro antigo. A incerteza tem um motivo concreto: o benefício aparece quando se mede uma melhora de 25% na audição, e desaparece quando se exige 50%. Depois de seis meses, o consenso europeu não recomenda. Quem conduz esse caso é o otorrinolaringologista; a câmara é complementar e depende do relógio.
Pé diabético: evidência dividida, e a circulação vem antes
É onde a câmara é mais pedida e mais discutida. Separando por desfecho:
- Fechar a ferida. Um ensaio sueco, controlado com placebo, mostrou mais feridas cicatrizadas em um ano com a câmara (52% contra 29%). Um ensaio canadense, também cego, não encontrou diferença (20% contra 22%). O holandês DAMOCLES, em diabéticos com isquemia, também não. A revisão Cochrane viu benefício em seis semanas que não se manteve em um ano, e os próprios autores dizem que não confiam nesse resultado, pelos defeitos de desenho e de relato dos ensaios que entraram.
- Evitar amputação maior. A Cochrane não encontrou diferença estatística. O ensaio canadense, que tinha a amputação como desfecho principal, também não: o título do artigo diz isso na primeira linha. Uma meta-análise publicada no Journal of Vascular Surgery, em diabéticos com doença arterial, encontrou menos amputações maiores com a câmara (10,7% contra 26,0%), juntando ensaios e estudos observacionais — e de 11 estudos revisados, só 4 entraram nessa conta. No mesmo trabalho não houve diferença em amputação menor, em mortalidade nem na sobrevida livre de amputação. Amputação maior cai, e o tempo vivido sem amputação não muda. Os dois achados saem do mesmo trabalho, e é o segundo que eu levo para a conversa.
A diretriz internacional de pé diabético (IWGDF, 2023) resume com honestidade: a câmara pode ser considerada quando o melhor tratamento padrão não conseguiu fechar a ferida, e a certeza da evidência ainda é baixa.
Um dado que eu considero obrigatório antes de alguém assinar um pacote de sessões: no ensaio holandês, 21 dos 60 pacientes, mais de um em cada três, não conseguiram completar o protocolo como planejado. Os que completaram tiveram menos amputações maiores. Isso pode significar que a câmara funciona em quem a tolera, ou simplesmente que quem está melhor consegue terminar. De qualquer modo serve para a decisão: são semanas de ida diária à câmara, e falhar no meio é comum.
O ponto em que eu, como cirurgião vascular, insisto: a câmara não abre artéria fechada. Se falta sangue chegando ao pé, oxigênio sob pressão não resolve a obstrução. O consenso europeu indica a câmara em feridas isquêmicas sem lesão arterial tratável, ou depois da cirurgia vascular, e propõe medir a oxigenação da pele (oximetria transcutânea) para escolher quem tem chance de responder. E a ANS só obriga a cobertura no pé diabético com úlcera profunda e infectada, que atinge osso ou tendão, sem resposta a pelo menos um mês de tratamento completo — antibiótico, controle da glicose, desbridamento e tratamento da insuficiência arterial, incluindo revascularização quando indicada.
Primeiro se descobre por que a ferida não fecha. Essa investigação — circulação, infecção, pressão no pé — está na página de úlceras e feridas. A câmara entra, quando entra, depois disso.
Osteomielite que não cede
Na infecção crônica do osso que não respondeu a antibiótico e cirurgia, o consenso europeu sugere a câmara como complemento, com evidência fraca, e avisa que o efeito costuma aparecer só depois de 11 a 12 semanas — cerca de 60 sessões. É um compromisso grande.
Como é o tratamento
O paciente fica dentro da câmara respirando oxigênio. Nos ensaios citados nesta página, cada sessão durou cerca de 90 minutos, a cerca de 2,4 atmosferas, cinco dias por semana, num total de 30 a 40 sessões.
Na minha prática o protocolo começa menor: 2,0 a 2,5 atmosferas, 90 a 120 minutos, uma sessão por dia, cinco dias por semana. A indicação inicial costuma ser de 20 sessões, com reavaliação. Trinta, quarenta ou mais só em úlcera diabética avançada e osteomielite crônica, e só se a reavaliação mostrar resposta: área da ferida, granulação, sinais de infecção, foto seriada.
Em infecção necrosante o desenho muda. Pode haver duas ou três sessões nas primeiras 24 horas, junto com a cirurgia e o antibiótico, reduzindo depois para uma por dia.
O que se sente: pressão nos ouvidos na hora de pressurizar, como na descida de um avião. A equipe orienta manobras para equalizar.
Os efeitos adversos mais conhecidos:
- barotrauma de ouvido — o mais frequente, em geral leve e passageiro;
- miopia temporária, que costuma regredir semanas depois do fim do tratamento;
- claustrofobia;
- convulsão por toxicidade do oxigênio — rara; cede ao retirar o oxigênio e, segundo a revisão de efeitos adversos, não deixa sequela.
A evidência mais firme desta página não está onde se espera. Na revisão Cochrane das lesões de radioterapia, todos os benefícios são de certeza baixa a moderada, e as duas únicas conclusões de certeza alta são efeitos adversos: a redução da acuidade visual, cerca de quatro vezes mais frequente com a câmara, e o barotrauma de ouvido. É a miopia transitória que a lista acima menciona, e ela costuma regredir nas semanas seguintes ao fim do tratamento. Mas é o achado mais sólido daquela revisão, e quem vai entrar na câmara tem direito de saber disso antes.
Quando a câmara não é indicada
- pneumotórax não drenado — contraindicação absoluta, pelo risco de piorar na descompressão;
- uso atual de bleomicina, cisplatina, doxorrubicina ou acetato de mafenida — critério de exclusão no rol da ANS para as lesões de radioterapia;
- ferida na perna com artéria obstruída que pode ser tratada — a revascularização vem antes;
- perda auditiva súbita com mais de seis meses, ou zumbido isolado;
- situações em que o consenso europeu desaconselha a câmara: autismo, paralisia cerebral, esclerose múltipla, fase aguda do AVC;
- pedidos sem objetivo clínico definido, como “melhorar a circulação” ou “rejuvenescer” — não estão em nenhuma das três listas.
Há ainda as contraindicações relativas, em que a decisão é individualizada, pesando risco e benefício: DPOC grave com retenção de gás carbônico, bolhas enfisematosas, infecção respiratória ativa, cirurgia torácica recente, epilepsia mal controlada, claustrofobia importante e uso recente de doxorrubicina, bleomicina ou cisplatina.
Como eu uso a câmara
Emprego a oxigenoterapia hiperbárica há mais de 10 anos, com indicação avaliada caso a caso. Com o aumento do número de indicações de avaliação para casos complexos, fundei em 2020 a OxyPrime — Medicina Hiperbárica e Centro Avançado de Feridas, que hoje funciona com 3 câmaras. Em Harvard, desenvolvi um protocolo (LS – Care Process Model) para o tratamento de úlceras e feridas. Sou sócio fundador da SMOHB — Sociedade Brasileira de Oxigenioterapia Hiperbárica.
Como fundador de um centro hiperbárico, faço questão de mostrar aqui também os estudos negativos. Ter a câmara por perto não muda o critério. Uma avaliação para câmara pode terminar sem câmara — com revascularização, tratamento venoso, curativo ou acompanhamento —, e isso também é uma resposta.
O que a evidência sustenta e o que eu vejo na prática
Eu separo as duas coisas de propósito, porque elas respondem a perguntas diferentes.
A evidência está na tabela mais acima, indicação por indicação, e vai de moderada a muito baixa. Não existe indicação de câmara apoiada em evidência de grau A.
A experiência clínica é outra categoria de informação, e vale dizer exatamente o que ela é: dez anos de câmara, com todos os vieses que dez anos de qualquer coisa carregam. O que ela me mostra é que a lista de indicações formais é mais estreita do que a lista de tecidos que respondem, e que o ganho, quando vem, costuma ser pequeno. Pequeno não é irrelevante: numa ferida que está no limite entre fechar e amputar, uma margem decide.
O que eu não faço é usar isso para prometer. Experiência não vira evidência por repetição, e um ganho que eu observo não é um ganho que eu possa garantir a você. Por isso a avaliação vem antes, e por isso ela pode terminar sem câmara.
Pré e pós-operatório em cirurgia plástica: um protocolo em avaliação
Estamos conduzindo um protocolo de câmara no pré e no pós-operatório de cirurgia plástica, implante capilar e rinoplastia. Preciso ser claro sobre o que isso é e o que não é.
O que sustenta. Retalho ou enxerto comprometido ou de risco é o item 4.14 da resolução do CFM, e está lá desde 1995. A lógica é a mesma do resto desta página: um enxerto recém-colocado é tecido em penumbra, dependente de uma circulação que ainda não se estabeleceu.
Existem estudos em animais, relatos e séries de casos, e nenhum ensaio randomizado. Para implante capilar especificamente, ainda não temos literatura dedicada. A fisiopatologia é coerente; a comprovação não existe ainda.
A distinção que eu faço na consulta. Tecido em risco é uma coisa; tecido saudável em cirurgia eletiva é outra. A câmara faz sentido onde há risco de sofrimento vascular: área extensa descolada, tabagista, cirurgia de revisão, enxerto grande, nariz de pele fina com circulação limítrofe. Não indicamos protocolo de rotina em paciente sem fatores de risco — ali eu estaria tratando uma estatística, não um tecido.
O que eu não digo. Que o resultado estético vai ficar melhor. Isso eu não sei, não tenho como medir no consultório e ninguém mediu em ensaio. O que eu acompanho é desfecho de tecido: sofrimento de retalho, necrose de borda, deiscência, tempo de cicatrização.
Este é o ponto desta página em que estamos mais à frente da evidência, e preferimos sempre explicar as evidências científicas.
Quando vale uma segunda opinião
- foi indicado um pacote de sessões para ferida na perna sem que ninguém examinasse a circulação;
- a câmara foi indicada para uma situação que não aparece nas listas de indicação reconhecidas;
- você já fez 30 ou 40 sessões, a ferida não mudou, e o plano é “mais sessões”;
- foi indicada amputação sem que revascularização e terapias complementares fossem discutidas;
- o plano negou a cobertura e você quer saber se o seu caso preenche os critérios.
Leve os exames da circulação (com as imagens, não só os laudos), a lista de medicamentos e, se já fez sessões, o relatório com o número delas.
Perguntas frequentes
A câmara hiperbárica cura ferida? Não sozinha. Ela é tratamento complementar, e os estudos no pé diabético têm resultados divergentes. O que fecha a ferida é tratar a causa; a câmara pode ajudar em casos selecionados, e os resultados variam entre pacientes.
Quantas sessões são necessárias? Depende da indicação. Nos ensaios de pé diabético e de lesão por radiação, os protocolos tinham de 30 a 40 sessões; na osteomielite, o consenso europeu fala em cerca de 60. Desconfie de número fechado antes da avaliação.
O plano de saúde cobre? O rol da ANS obriga a cobertura nas situações da DUT 58 — entre elas doença descompressiva, intoxicação por monóxido de carbono, infecções necrotizantes, pé diabético com critérios específicos e algumas lesões de radioterapia. Fora delas, depende do contrato.
A sessão dói? Não. O incômodo mais comum é a pressão nos ouvidos durante a pressurização.
Oxigênio aplicado só na perna é a mesma coisa? Não. Pela definição do CFM, isso não é oxigenoterapia hiperbárica. É outro tratamento, com estudos próprios.
Agende uma avaliação
Se você recebeu indicação de câmara hiperbárica, ou tem uma ferida que não fecha e quer saber se a câmara faz sentido no seu caso, a avaliação é feita na Clínica Endovascular São Paulo. Veja a página da clínica sobre oxigenoterapia hiperbárica e agende.
Conteúdo de caráter informativo. Não substitui a consulta médica: a indicação de qualquer tratamento depende de avaliação individual.
Referências
- Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 1.457/1995 — Medicina Hiperbárica. Diário Oficial da União, seção I, 30/11/1995, p. 19829. https://sistemas.cfm.org.br/normas/arquivos/resolucoes/BR/1995/1457_1995.pdf
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Prof. Dr. Igor Rafael Sincos — Médico · CRM-SP 117.876
Cirurgia Vascular — RQE 52745
Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular — RQE 527451
Ecografia Vascular com Doppler — RQE 527452